Duas semanas depois da bronca silenciosa da nutricionista, vi que não tinha mais saída. A gente que se considera inteligente tem um jeito mais peculiar e sofisticado de manter o papel de menina mimada, e se vitimizar, justificar o porquê de não estar conseguindo o que se quer.
O fato é que estou seguindo à risca a dieta. Ok, tenho de admitir. Tive uma recaída neste domingo, dividindo um sorvete (gigante, nao deveria contar que era uma banana split) com o namorado. Me senti enormemente culpada, mas pensei - chega de chorar, segue adiante porque os outros dias você foi direitinho. E de fato, em 15 dias, um eu escapei. E achei uma porcaria até porque o sorvete era uma porcaria. E porque não quero mais voltar atrás.
O que mais me surpreende, entretanto, neste período, não é a mudança do corpo - ah, sim, conforme anuncia o título deste post, cheguei aos 64, ou 1,3 kg a menos que há duas semanas.
Mas é como tive insights poderosíssimos nestas duas semanas, de como sempre deixo os outros desejos, dos demais em primeiro lugar, e de como coloco em segundo plano minhas prioridades. E nao me refiro só à comida... ela só é um reflexo.
Sempre soube, na teoria, que a gordura estava relacionada a isso, a essas micros e macro autossabotagens. E basta ver há quanto tempo estou fazendo esta dieta para concluir que tenho levado bastante tempo para que essa ficha caia. Mas finalmente, digo, em alto e bom som, FINALMENTEEEE, estou entendendo que o grande barato é a jornada.
Tenho uma calça 38 que comprei quando tomei umas bolas para emagrecer e fiquei com 60. Lógico que depois de umas semanas voltei a engordar pois não existe atalho para certos desafios. Mas nesse período transitório de 60 kgs, comprei uma calça da Mercearia, que é uma grife badaladinha e cara. E ficava linda naquela calça. Na semana passada experimetei a calça. Ela está pendurada no meu guarda roupa há anos, porque há anos me digo que vou voltar a caber nela.
Pois eu coube de novo, mas as dobrinhas ainda ficam pulando para fora do cós, na cintura. Mais uns dois meses e chego lá. Devagar e sempre. Alguma coisa a maturidade dos 40 anos trazem... mais paciência...
Nos meses que fiquei entre os 64 e 65, que foram praticamente cinco meses - de novembro a abril - lembrei milhoes de vezes do filme O Feitiço do Tempo. Um filme antigo mas marcante, pois o personagem principal acorda todo dia no mesmo dia. E o filme é genial por isso, porque ele tem de aprender a lidar com o mesmo dia de maneira diferente. Só ele está consciente de que está preso no tempo. Aos poucos estou retomando outras memórias afetivas... e vamos em frente....
O fato é que estou seguindo à risca a dieta. Ok, tenho de admitir. Tive uma recaída neste domingo, dividindo um sorvete (gigante, nao deveria contar que era uma banana split) com o namorado. Me senti enormemente culpada, mas pensei - chega de chorar, segue adiante porque os outros dias você foi direitinho. E de fato, em 15 dias, um eu escapei. E achei uma porcaria até porque o sorvete era uma porcaria. E porque não quero mais voltar atrás.
O que mais me surpreende, entretanto, neste período, não é a mudança do corpo - ah, sim, conforme anuncia o título deste post, cheguei aos 64, ou 1,3 kg a menos que há duas semanas.
Mas é como tive insights poderosíssimos nestas duas semanas, de como sempre deixo os outros desejos, dos demais em primeiro lugar, e de como coloco em segundo plano minhas prioridades. E nao me refiro só à comida... ela só é um reflexo.
Sempre soube, na teoria, que a gordura estava relacionada a isso, a essas micros e macro autossabotagens. E basta ver há quanto tempo estou fazendo esta dieta para concluir que tenho levado bastante tempo para que essa ficha caia. Mas finalmente, digo, em alto e bom som, FINALMENTEEEE, estou entendendo que o grande barato é a jornada.
Tenho uma calça 38 que comprei quando tomei umas bolas para emagrecer e fiquei com 60. Lógico que depois de umas semanas voltei a engordar pois não existe atalho para certos desafios. Mas nesse período transitório de 60 kgs, comprei uma calça da Mercearia, que é uma grife badaladinha e cara. E ficava linda naquela calça. Na semana passada experimetei a calça. Ela está pendurada no meu guarda roupa há anos, porque há anos me digo que vou voltar a caber nela.
Pois eu coube de novo, mas as dobrinhas ainda ficam pulando para fora do cós, na cintura. Mais uns dois meses e chego lá. Devagar e sempre. Alguma coisa a maturidade dos 40 anos trazem... mais paciência...
Nos meses que fiquei entre os 64 e 65, que foram praticamente cinco meses - de novembro a abril - lembrei milhoes de vezes do filme O Feitiço do Tempo. Um filme antigo mas marcante, pois o personagem principal acorda todo dia no mesmo dia. E o filme é genial por isso, porque ele tem de aprender a lidar com o mesmo dia de maneira diferente. Só ele está consciente de que está preso no tempo. Aos poucos estou retomando outras memórias afetivas... e vamos em frente....

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